O Dia em que a "Produção" da Viagem nos Abriu as Portas do Louvre
Era o primeiro domingo de novembro em Paris. Quem conhece a dinâmica da cidade sabe o que isso significa: acesso livre aos museus mais disputados do planeta e, consequentemente, filas monumentais que dobram as esquinas e testam a paciência de qualquer viajante. Olhando de cima, o pátio do Louvre parecia um formigueiro humano contornando a icônica pirâmide de vidro. Estávamos ali, resignados com a longa espera, quando a magia que só os caminhos imprevisíveis da viagem proporcionam aconteceu. Sem qualquer explicação racional, uma senhora — daquelas figuras misteriosas e gentis que parecem brotar do cenário quando mais precisamos — aproximou-se. Com um gesto discreto, ela abriu uma entrada oculta, daquelas passagens de serviço que passam despercebidas pela multidão, e nos convidou com um olhar: “Saiam da fila e entrem por aqui”. Até hoje não sabemos o motivo. Não sabemos se foi simpatia, sorte ou o destino. Mas, desde aquela época, aprendemos a agradecer à nossa mítica "produção...