Mato ou morro*

Sem amor não tenho paz, mas com ele todo o vento vem atrás.
Se meu coração é uma prisão, minha vida é em Alcatraz.

Nem mesmo meus enganos não quebram o encanto
Neste louco desatino de viver meus sonhos
que em tantos outros planos
Derramam em teu colo todo o meu pranto.

Mas todo o vazio se vai e quanto sol chega
em nossa janela no campo vejo a estrada, o morro,
o mato sem cachorro, sei logo que o queijo o vinho e tudo
de novo a lançar em nossa mesa flores de outono.

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