17 de set. de 2010

Nosso Poema Nossa Prosa Noutro Lar

ATENÇÃO NA HORA




Quando tudo te pareça,

Na tristeza que te invade,

Infortúnio, desencanto,

Amargura, tempestade,

Quando a saúde escasseia,

E o companheiro deserta,

Quando o grito dos credores,

Lembra a garra que te aperta;



Quando nota que perdeste,

O que tenhas de melhor,

E enxerga apenas sombra,

A envolver-te em derredor;



Quando os deveres te obrigam,

A sorrir e a suportar,

Enquanto desejarias,

Reagir e espernear;



Quando a corrente contrária,

É angústia a esmagar-te o dia,

Com o punhal do sofrimento,

Que em tudo desafia;



Recorda que deus te deu,

Perante qualquer pesar,

A fé que te guarda e ensina,

A nunca desanimar.



Por trás da noite de espinhos,

Na provação vexatória,

Quem sabe! Talvez estejas,

No alvorecer da vitória.



Insiste na tolerância,

Nada reclames de alguém,

O Céu renova os caminhos,

De quem persiste no bem.



Por isso, serve e não temas,

Nada te faça fugir,

Quando tudo segue mal

É hora de resistir.



Francisco Cândido Xavier

15 de set. de 2010

wAITING

PLANOS LIMÍTROFES
DE ONDE VEM TANTA ESPERANÇA
PARA TANTOS PLANOS REVISTOS E INDIFERENTES À REALIDADE?
AS PERNAS MAL CRESCERAM E OS PASSOS JÁ SE APRESSAM
LÁGRIMAS EM OLHOS CERRADOS GRITOS EM BOCAS FECHADAS
NADA ECONÔMICOS OS SENTIDOS SE REBELAM
A IMPOSSÍVEL SÍNTESE
O CORPO
VIVO
CÉREBRO AUTO REPROGRAMÁVEL
REVÉS RETROAGINDO

PASSAGENS NO BOLSO E ESTRADAS NO PAPEL
NO GAS
NO SUITCASE
HORIZON SKYLINE

8 de set. de 2010

CIDADE baixa

Baixa a cidade nos trilhos de outros trens, tragos tontos sábios e um vilão com novo cenário.
Alguns abrigos, poucos amigos e muitos "nenhuns".
Com comentários e muitos ensaios, na vida já tive tantos desmaios. Mas por quê, raios?
Justo ali, nas pedras lisas nas esquinas e tintas, onde o frio é justo e o musgo não pega. Só galhos, troncos e curvas verdes por paredes e quadros sem revistas ou diários, olhos incendiários espreitam as garrafas no canto da mesa que já foi palco de outros MARTírios, que neste balcão já ouviu tantos cantos e assovios.
Sim, a esta hora, sem o acaso, estaria eu sonhando ou imaginando por onde andaria a sorte, em qual casa passaria hoje, há muito não a sinto e fico aflito só de esperá-la, por isto já nem a espero, pois vem a sorte que não quero de estragar outro mistério que o acaso me brindou.

Se é pecado? Repetir a frase que não devia, a mais de mil náuticas milhas, nem de léguas marinhas se o sol se pôr em linha qual uma foto de um peral ou ilha eu desistiria de nadar e nadar só por teimosia.




A pontuação? Ah! Veja as horas, não existe um ponto a cada segundo, mas alguém vai achar que deveria.




Quando o filme da vida, em segundos, começar a passar, gostaria de ouvir esta música como trilha.
http://www.youtube.com/watch?v=-9tezMRrkZg&feature=channel