Desligar do automático, nem sempre é tão fácil, o botão 'led stand by' continua lá brilhando, turvo ou opaco continua lá. Nem o vento gélido do dia que passou entre passos e canetas foi capaz de demover o impulso non stop que carrego sem notar e já anotando.
Roupas ou papéis, o que pesa mais é a mente empurrando as pernas, ainda se fosse para uma praia linda logo ali na frente, mas não. Nem tão perto ela está agora. Apenas monumentos ao concretismo de ideias e movimentos.
Para salvar, claro nem tudo são lágrimas, uma passada no café do lago com inédita vista do por-do-sol por uma fresta entre as árvores da Redenção, certo e por direito...
Já valeu a taça de vinho duvidoso...
