24 de jun. de 2011

quando se está tão perto quando o vento está mudo
parece que nesse segundo tudo desmorona
o céu se nega a luz abandona e tudo que parecia calmo
o caus agora emana

inerte adormecido impacto paralisante
não há dúvida nem engano
apenas o vazio dos planos
hoje esmagados

o susto o cansaço o passo sem lado
nada perdido e tudo no passado
mas nada acabado...

QUÊ?

Como mostrar que não se mede sentimento,
como mostrar que a a curva é mais longa que a reta
que a dor pode ser dividida escondida e interminável
que a felicidade não dura mais que os  momentos
que a dor de perder não é maior que de ganhar

que cada palavra é lida de um jeito
que ela é escrita de outro
que meu sorriso não me entrega
e minhas lágrimas não me enganam

Que ninguém mais sabe identificar um amor
que estamos longe da verdade
e sempre estamos perto do fim
que se compartilha mais tristeza a alegria

que ter as coisas à força as diminui
que ceder não é uma opção
que fugir não é uma saída
que o máximo que você pode fazer é continuar em frente e lutar

que o amor se esvai ante a raiva e o poder de quem os tem
que é impossível ser feliz sozinho...

21 de jun. de 2011

Perfume

Ele só queria guardar o cheiro de sua amada
só queria pensar que podia amar
só queria possuir também o seu próprio cheiro

mas perdeu seu amor ficando apenas
com seu dom, o dom que arrebataria
a humanidade, mas que não o salvou

para conseguir seu desejo acabou com vários
sonhos de tão tristonho inventou um novo jeito
com o perfume bem feito guardou todo o amor
da terra e pos fim a miséria de cheiros e causou
o maior devaneio jamais vivido e depois nunca
assumidopor reis e plebe ja sem  nenhuma veste

e na sua glória final esvaiu a gota mortal para sumir
em seu último pingo do perfume infernal
sumiu deixando em suas roupas apenas o vestígio
do perfume que morreu de amor, mas nasceu do mal.

Sem mais

quando pensei em escrever as unhas rasgaram o papel
felinas garras que não compreendem as palavras
nem um terço dos sentidos nem um níquel
Só a palavra basta só a linha já me dita
não há sequencia nem senso apenas
pó de flores em meu lenço
o que nunca foi dito
nem sempre o que penso
notas letras e algumas lágrimas
não há cortinas em minha janela.
não escondo o mundo e nem ele a mim
somos desafetos eretos e pelo mesmo fim.
Quanto mais vou rumo ao escuro mais claros ficam os vultos...

20 de jun. de 2011

Gotas raios trovões e um ABRAÇO

Acordei com gotas na janela e um aperto no peito
em meu leito tua abraço me salvou de tantos
raios que me fez querer dormir e sentir mais uma vez
teu caminho tua trilha e tua dor

Se eu pudesse apertaria tua flor com toda essa força
Esse meu último refúgio meu último canto
que como por encanto me achou
Só queria mais uma chance pra chegar a nado
no meu pranto espalhado nas tuas areias e galhos

E ser feliz de vez voltar ao que foi começado
jogar fora todos os baralhos
que tanta dor o ás me presenteou
e dizer do fundo da minha alma que de todos os amores
apenas o teu me restou

Estou ilhado, mas queria estar pouco mais
queria fugir para uma Ilha...