2 de ago. de 2020

Se tudo acabasse hoje

Sinto profundamente que se o fim fosse hoje as pessoas que realmente se amam não estariam juntas no suspiro final...
Os versos escorrem tristes pela roupa do coração enquanto eu enxugo o choro da noite.
Na benevolente escadas do tempo todos amam sem saber
Amores truncados não florescidos saudosos de um verão que nunca existiu 
Sem verdades plenas com mentiras saudáveis o mundo sobrevive em temperaturas inesquecíveis e dilacerantes 

28 de jul. de 2020

Tudo

Nesses meses de clausura agora mais tarde lembro que fiquei dias sem pronunciar nenhuma palavra. Como se estivesse em uma cadeia sem colegas...
Uma experiência muito difícil e impressionante as constatações do próprio corpo e dos pensamentos.
Dos livros que foram lidos e revistos e as personagens que circulam na casa.
Minha geração não havia visto nada parecido como uma guerra ou uma praia assim em nível global e mortal. Justamente quando enfrentamos a farsa das redes sociais e para onde o freio seria posto.
Tudo nos fugiu uma agressão silenciosa e impiedosa. 
Ainda não saí da clausura ela que se escapou e me deixou sair de sua guisa e respirar falar para fora do corpo das paredes.
Pelo menos memória 

7 de jun. de 2020

A liberdade pode cegar

Que o eco deste grito de esperança rompa o domo da ignorância e ajude a soprar o braseiro para iluminar com fogo ancestral o caminho a seguir. As pegadas fundas não ajudaram a humanidade neste tempo.
A liberdade de estar fora do somos pode cegar no momento em optar por ajudar lhe castiga a consciência até que os gritos se tornam mais altos já de desespero. Voltemos um passo para acudir os soldados caídos as gargantas cortadas e as mãos amarradas.
Primeiro salvamos a vida depois...Qualquer coisa vem depois...ou melhor tudo vem depois....
A morte é o grito mais alto e mais forte que a primeira pegada no caminho. O eco deste som não morre nunca e fogo com este sopro não se apaga.