19 de abr. de 2026

Dirigir em Portugal: O que aprendi vivendo no Algarve e além

 Uma vivência que mudou o meu ritmo...

Em 2018, tive a oportunidade de viver em Portugal, uma experiência que transformou minha visão sobre viagem e história. Morar lá me permitiu ir além dos pontos turísticos de Lisboa e Porto, explorando as estradas cênicas do Alentejo, as aldeias de xisto e as encostas do Douro.

Se você está planejando cruzar o Atlântico e quer explorar Portugal com liberdade, o carro é o seu melhor amigo. Mas atenção: as estradas portuguesas (as famosas Autoestradas) são impecáveis, mas exigem atenção com a logística.



 Estradas e Pedágios: O "Via Verde" Português

Quem vive ou viaja por Portugal sabe que o sistema de pedágios lá é muito eficiente, mas pode ser confuso para o turista desavisado (especialmente as famosas "scuts", onde não há cabine para pagar na hora).

Aprendi que a melhor forma de evitar multas e dor de cabeça é ter um identificador no carro. E sabe o que é curioso? Essa cultura de praticidade na estrada eu trouxe de volta comigo para o Brasil.

Dica de Logística no Brasil: Hoje, quando pego a estrada por aqui para visitar Santa Catarina ou a Serra Gaúcha, uso a mesma lógica de fluidez que usava em Portugal. O Sem Parar é, para mim, a versão brasileira dessa liberdade. Evitar filas nos pedágios da Freeway ou da BR-101 me permite chegar ao destino com a mesma tranquilidade que eu sentia ao dirigir pelas estradas alentejanas.


Roteiros que recomendo para quem aluga carro:

  • Évora e Monsaraz: Onde o tempo parece ter parado. Perfeito para quem gosta de história e silêncio.

  • Costa Vicentina: As praias mais selvagens e bonitas de Portugal, acessíveis apenas por carro.

  • Douro Vinhateiro: Curvas sinuosas com as vistas mais espetaculares das quintas de vinho.


 Prepare sua Eurotrip:

  • Onde se hospedar: De hotéis design em Lisboa a Casas de Campo no Alentejo. [Confira aqui].

  • Aluguel de Carro em Portugal: Garanta um carro com identificador de pedágio incluso. [Veja preços e modelos].

  • Passagens para Portugal: Dicas para encontrar os melhores voos saindo de Porto Alegre ou SP.

Do Infinito ao Chão: Entre Estrelas e as Missões Jesuíticas Olhar para cima e entender o passado...


Recentemente, me peguei pensando na Nebulosa Carina (NGC 3372) é um enorme berçário estelar difuso, situado a cerca de 7.500 anos-luz da Terra na constelação de Carina — aquela imensidão que nos faz sentir pequenos e, ao mesmo tempo, parte de algo gigante. No Conto pra Viagem, sempre busco essa conexão: o que o universo nos diz e o que a terra onde pisamos guarda de história.

Se você, assim como eu, gosta de misturar astronomia com pesquisa histórica e genealogia, o interior do Rio Grande do Sul guarda um dos trajetos mais emblemáticos para isso: a Região das Missões.

Pegando a Estrada: O Caminho para as Ruínas

Sair de Porto Alegre em direção a Santo Ângelo ou São Miguel das Missões é uma jornada de autodescoberta. São centenas de quilômetros de campos abertos onde o céu parece maior.

Dica de Logística: Como o trajeto é longo e cruza diversas regiões do estado, a última coisa que você quer é quebrar o ritmo da viagem parando em cada praça de pedágio. Eu não faço mais essa rota sem o meu Sem Parar. É a conveniência de passar direto e aproveitar o tempo que sobra para chegar a tempo de ver o pôr do sol nas Ruínas de São Miguel — um espetáculo que nenhum astrônomo colocaria defeito.




 O que explorar nesse roteiro:

  • São Miguel das Missões: O espetáculo de Som e Luz à noite é obrigatório. É o momento onde a história ganha voz sob um céu incrivelmente estrelado.

  • Genealogia Viva: A região é um prato cheio para quem pesquisa imigração e as raízes da formação do povo gaúcho. Cada museu local guarda documentos preciosos.

  • Contemplação: Em cidades menores do interior, a poluição luminosa é quase zero. É o lugar perfeito para identificar constelações e filosofar sobre o universo.


Organize sua "Missão":

  • Onde se hospedar: Existem pousadas charmosas e hotéis históricos na região. [Confira as melhores opções aqui].

  • Aluguel de Carro: Para ter liberdade de parar em cada igreja antiga e cemitério histórico (essenciais para quem faz genealogia!), [veja preços aqui].

  • Segurança na Estrada: Antes de partir, verifique o estado das rodovias, pois o interior exige atenção redobrada.

18 de abr. de 2026

Do Sufoco na BR-101 ao Refúgio no Castelinho: Memórias de Santa Catarina


A estrada nem sempre é um caminho suave...

Está todo mundo apavorado com as notícias recentes, mas o que acontece agora em Santa Catarina já aconteceu muitas vezes antes. A nossa querida BR-101 tem história. Em 1992, se bem me lembro, meu irmão (o Lagarto) e uma turma de amigos (Gardenal e outras figuras) passaram maus bocados por lá.

Na época, o problema não foi alagamento, mas sim o tombamento de pedras monstruosas e o "sumiço" da pista. Buracos enormes fizeram os carros ficarem parados por quase 24 horas. Uma prova de paciência que só quem viveu sabe como é.

A Minha Trip de Cinema

Nessa de 92 eu não estava, mas em 2002 (ou 2003) tive a felicidade de estar a bordo de uma trip sensacional. Fui de carona — não vou dizer com quem para não criar polêmica, ok?! — e tudo começou a melhorar depois de uma chuva torrencial, daquelas de obrigar a parar o carro. Curiosamente, foi depois do temporal que o vidro do carona voltou a funcionar e as amizades dentro do automóvel começaram a aflorar.

O Caos do Carnaval e o "Quarto do Castelo"

A caminho do Santinho, nos Ingleses, percebemos que a situação estava crítica. Era Carnaval: praia lotada, gente gritando, dançando na rua e nós ali, exaustos, procurando um lugar para dormir. Nos demos por vencidos e ficamos em um quarto minúsculo nos Ingleses, com uma escola de samba passando literalmente na nossa janela.

Na manhã seguinte, a busca continuou. Ingleses lotada, Santinho com placa de no vacancy. Resolvemos tentar o Castelinho, que fica ali entre as dunas, o morro e o mar. Foi a nossa última cartada para não perder o feriado.

A dona, uma senhora portuguesa, nos ofereceu um lugar que eles nem costumavam alugar por ser pequeno demais. Mas havia um detalhe: ficava no ponto mais alto do castelo, nos fundos.

O visual? De frente para o morro e para o mar. O quarto só cabia a cama de casal, o frigobar e o banheiro, mas as grandes portas de vidro separavam os pés da cama de um quadro vivo: o morro, a lua e o mar, tudo junto. Fiquei dias admirando aquela tela natural antes de me convencerem a sair para conhecer o Campeche... mas isso já é outra viagem.


Dicas para quem encara a BR-101 hoje:

Se as histórias de 1992 e 2002 nos ensinam algo, é que estar preparado na estrada é fundamental. Para evitar pelo menos um dos estresses da viagem:

  • Não fique parado em filas desnecessárias: O trânsito da BR-101 já é imprevisível por natureza. Usar a tag do Sem Parar ajuda você a ganhar tempo nos pedágios e focar sua energia em encontrar o "seu" Castelinho.

  • Planejamento é tudo: Em épocas de chuva ou feriados, acompanhe as condições da pista em tempo real.

  • Onde ficar em Floripa: Se não der a sorte de encontrar um quarto secreto num castelo, confira as opções de pousadas nos Ingleses e Santinho aqui.