14 de jul. de 2010

Frio revolto

Desligar do automático, nem sempre é tão fácil, o botão 'led stand by' continua lá brilhando, turvo ou opaco continua lá. Nem o vento gélido do dia que passou entre passos e canetas foi capaz de demover o impulso non stop que carrego sem notar e já anotando.

Roupas ou papéis, o que pesa mais é a mente empurrando as pernas, ainda se fosse para uma praia linda logo ali na frente, mas não. Nem tão perto ela está agora. Apenas monumentos ao concretismo de ideias e movimentos.

Para salvar, claro nem tudo são lágrimas, uma passada no café do lago com inédita vista do por-do-sol por uma fresta entre as árvores da Redenção, certo e por direito...

Já valeu a taça de vinho duvidoso...

4 de jun. de 2010

O Tesouro Volátil (um conto perdido)

 O invisível homem nu como um lagarto esparramado na parede, tons de verde misturados a inebriante e escura alcova. A marca das garras não é sua, tampouco a marca do salto. Olhares e palmas, indelicado turbilhão de sentidos retidos nas mãos em alvoroço. Cantando a prece dos calcanhares...líquido escuro, espuma branca neste navio que não






Ele se recuperava de um grave acidente, ficou semanas sem contato com o mundo dos vivos...








3 de mai. de 2010

Todinha

Sem mochilas, só passagens. Sem destino, só paisagens

Viagem ao centro do sol, ou, ao Oásis em meio ao deserto de dunas e lagoas refrescantes, onde coqueiros batem a sua porta e camarões teimam em sentar a sua mesa, que bóia no balançar de redes simetricamente instaladas.
Bechanos e jegues, peixes e frutas, perfumes e sabores
do Ceará.