16 de abr. de 2024

Duas Cadeiras

Um dos sentimentos mais bonitos que tenho reconhecido é a Admiração.

Admirar no outro as lutas que enfrenta, as etapas alcançadas, as quedas, derrotas e vitórias. 

Há um carinho, um respeito mútuo admirável e saudável em meio a um mundo tão cruel e volátil. 

As relações estão perversas e líquidas. Mas quando se admira o respeito se enrola no cuidado e a leveza gera um conforto na fala e no sentir na troca...

As cadeiras são de pluma com assentos de algodão e o tempo desaparece mesmo em meio a multidão.

Mais....

9 de abr. de 2024

Eclipse

Tudo é energia diz a física

Tudo é relativo diz o físico

Tudo é muita coisa, como a palavra nunca.

Nunca se fala, sempre se faz.

Criamos mundos imaginários e verdadeiros internamente.

Descobrimos que para o cérebro não existe ensaio. Tudo é como se fosse real.

Por isso a IA já superou a Inteligência Natural.

Não conseguimos identificar a diferença pela tela. Mas pela pele sim, pelo cheiro, pela química dos feromônios ainda transpiram ou aceleramos os batimentos por algum resquício de humanidade que teima em habitar nosso corpo e mente.

Sinta e acredite nos seus sentidos e menos na sua mente. A natureza está nos sentidos.

Precisamos desalucinar e deseclipsar.

Para vermos nós e desatarmos.


8 de abr. de 2024

Danificado

 Por várias vezes perguntei sem resposta

Será que fui danificado em algum momento

O coração bate mas não sente

Toca mas não pula

Em algum momento quase funcionou

Não lembro todas as vezes

Mas uma em particular me faz lembrar 

Do quase 

Daquele antigo amor da escola onde todas as fichas foram apostadas

Depois de um tempo finalmente iria acontecer mesmo depois de adultos 

Amanhecem apenas estávamos na mesma cama mas não na mesma batida

Foi um quase eclipse

7 de abr. de 2024

César e Cleópatra

 Veio parar em minhas mãos suas biografias que contém a história do mundo antigo e atual. Atemporal

As brigas e disputas de ego poder e ganância confirmam o cotidiano de todos nós 

Em reuniões comecei a utilizar a expressão "Síndrome de César" quando ainda pediam minha opinião sobre mais um gestor que passava para a estatística de ex.

Sempre afirmei que ninguém é maior que Roma como resposta e desdobramento da expressão. Quando sentem-se dominados pelo poder não sentem que também estão envenenados. 

E não há como voltar a euforia interna provocada pelas primeiras doses, elas calam a razão e a consciência já não anda ao seu lado.

A história se repete conhecendo-a ou não. 

Logo após veio Cleópatra, sim suas histórias estão entrelaçadas pela tríade ego poder e ganância. Inseparáveis César e Cleópatra para sempre os interesses e conveniências rasgam a teia ilusória do amor.

Cruzaram o Nilo e seu romance cruzou séculos para nos mostrar que a história de amor se faz mesmo na guerra...

A Música

 

Te vi pelo vidro de janelas tortas. Teus cabelos longos e negros escondiam teus negros olhos. Não esconderam o olhar único entre todos.
Esteve por ir embora tantas vezes...te acolhi, te inspirei, motivei do meu jeito sem saber que um dia entraria aqui com as mãos cheias de vitórias e resultados dia após dia.
Seus cabelos hoje curtos já não escondem o que nossos olhos e corpos contam um para o outro.
Danca Comigo!
Um dia

13 de mar. de 2024

The night we met

 Outros tempos

Outra época 

Em um longínquo passado

Demonstramos afeto e carícias 

Olhar profundo em seu corpo sinuoso

Luzes perfilam suas curvas delicadas

Na entrada se ouviu o sinal

Os sinos soaram e a vida surgiu



3 de mar. de 2024

Paz não teste

 Quando se perde a paz

Quando se perde a si mesmo

Quando se desiste

Quando se apaga

Quando se cala

Quando se testa

Quando se atesta

Quando se falha

Quando se rouba

Quando se maltrata

Quando se compete 

Quando se atrapalha 

Quando se machuca

Quando se esquece

Quando se perturba

Quando se enlouquece

Quando se muda

Quando se adoece

Quando se desculpe

Quando se enrijece

Quando se amolece

Quando se adoece

Quando se sonha

Quando anoitece

Quando já não é 

Quando desce

Quando sair 

Quando for

Quando não puder

Quando jazz

Agreste