Só corro

Enquanto a multidão só corre ninguém te socorre
O passo apertado tranca a circulação na batida  a mão é única  mas ninguém cumpre e o  ziguezague
Período perpétuo  e perene
Vias viés  e vai e vem
Frases de janela  de coletivos  de lugar único assento.
Carteiras vazias bancos escolares sem lucro sem porta nem luz.
Luxo trocado em pentes lotados pólvora e fogo na mão sem caneta.
Volume no máximo no som desligado só pra fingir concentrado e trocar  uns trocados versos pela boca.
Forma antiga de floreira galanteio se foi com o cobrador na catraca digital.
Janelas cerradas o ar faz mal ataque de humanidade quando perguntam a idade de um idoso quieto.

  • Foto no jaleco do hospital de lunáticos curando erráticos com falta de sono e  mais um outono se avizinha e as janelas cerram sem sutiã um calcinha só há telas e ervas daninhas no para peito do difícil ego escorreito tédio no eixo da viga.

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