28 de jul. de 2020

Tudo

Nesses meses de clausura agora mais tarde lembro que fiquei dias sem pronunciar nenhuma palavra. Como se estivesse em uma cadeia sem colegas...
Uma experiência muito difícil e impressionante as constatações do próprio corpo e dos pensamentos.
Dos livros que foram lidos e revistos e as personagens que circulam na casa.
Minha geração não havia visto nada parecido como uma guerra ou uma praia assim em nível global e mortal. Justamente quando enfrentamos a farsa das redes sociais e para onde o freio seria posto.
Tudo nos fugiu uma agressão silenciosa e impiedosa. 
Ainda não saí da clausura ela que se escapou e me deixou sair de sua guisa e respirar falar para fora do corpo das paredes.
Pelo menos memória 

7 de jun. de 2020

A liberdade pode cegar

Que o eco deste grito de esperança rompa o domo da ignorância e ajude a soprar o braseiro para iluminar com fogo ancestral o caminho a seguir. As pegadas fundas não ajudaram a humanidade neste tempo.
A liberdade de estar fora do somos pode cegar no momento em optar por ajudar lhe castiga a consciência até que os gritos se tornam mais altos já de desespero. Voltemos um passo para acudir os soldados caídos as gargantas cortadas e as mãos amarradas.
Primeiro salvamos a vida depois...Qualquer coisa vem depois...ou melhor tudo vem depois....
A morte é o grito mais alto e mais forte que a primeira pegada no caminho. O eco deste som não morre nunca e fogo com este sopro não se apaga.