13 de jan. de 2010

Gênios e gênios

Teorias absurdas


Bem, uma delas é aquela
... onde o "desbunde normal" do artista, do gênio indomável, se aproxima do limite entre liberdade exagerada. 
"Tudo é válido, a criação é o contato com o divino";
"O preço a pagar é a loucura ou a vida fora dos "palcos, ateliês, mesas de desenho..."

A criatividade é natural e irrefutável. Inequívoca. Não creia em vidas normais, aparentemente "normais", Enganam-se aqueles que,  pensam que os traços, dons e sons se apagam ou desaparecem. 
Atividades distintas, obviamente, mas o cérebro continua a trotear no outro lóbulo, do outro lado dessa ponte invisível e inexistente. Há fusíveis, multicoloridos quando transformados em sinais elétricos em algum programa de TV, pintando nossos neurônios. A plenos êxtases sensoriais, criando, imaginando e sentido a arte mais uma vez verter.


Por outro lado, serve como desculpa a todos aqueles desejos que de outro modo não se realizariam. A liberdade nesse tipo de convívio é compartilhada e se desenvolve. Mas o devaneio é vizinho e a simples "relaxada", pode se tornar, a "pseudo liberdade criativa".
Sem canalizar produtivamente a energia, o objeto parece que não se transforma. E a luz que deveria brotar da arte não brilha tanto, quanto na hora em que foi recebida em suas mentes.


Tudo acha espaço e a experiência nos tinge por demais.

Talvez, tudo seja uma desculpa para viver suas excentricidades...

30 de dez. de 2009

Amargo?

OLHOS MIRANTES
ESPELHOS AFINS
DESEJOS CONEXOS
RECUSAM O SIM

VIVEM O ÊXTASE
CURTO E INTENSO
VIVO EM DISCURSO
MORTO EM LAMENTO

RIA DEM MIM
RIA DE SI
CHORE O TORMENTO
NÃO PELO FIM

VOCÊ JÁ SABE O COMEÇO
CURTE AO MEIO AO MENOS
NÃO TEME O TROPEÇO
SEGUE O MOMENTO A VÊNUS MIL

COM SEUS NOMES SEUS IS
SEM PINGO OU AFRESCOS
NEM CROQUIS
SÓ PULSO LATENTE E
LÁBIOS AUSENTES DE SI



Parcos Sapatos e um ano no bolso

Notas velhas e alguns rojões;
Ferros folhas e botões;
Jarros, encostas à sombra de um vulcão;
E o vento soprando sonhos;
No solo de uma harmônica nesse verão;

Que dia é hoje?
Dia e Noite, após ontem.
Rio, ponte, pedra. Caminho;
Não há mais papel.
Tudo corre virtualmente invisível;
Nosso magnetismo está tapando o a luz do sol;
A luz é turva e não penetra;
A energia é imensa e não preenche;
Cinamomos não crescem;
Sinagogas não fecham;
Sinos sucumbem a bombas;
Ao som de uivos primatas;
O pré-fim infinito;
Grito sem ímpeto;
Surdo gemido;
Enfim...

5 de dez. de 2009

Outsiders



um sábado bom para:

um pôr- do- sol magnífico;

uma bela cerveja em boa companhia;

uma esplêndida paella valenciana no "El Basco Loco";

Deliciosas carnes, uma parrillada do Mercado del Sur ou El Fuego. Hein?

Quem sabe, subir ao 7° andar e desfrutar da vista e iscas do Café Santo de casa na Casa de Cultura Mário Quinta;

Os parques de cima estão importunados pelo vento, que sopra, mas não assombra.

Há luz suficiente para lembrar que o verão persiste e que devemos sair.

Músicas, muitas "trilhas" perigranam sob o plexo solar.

Que tal um tango eclético...





4 de dez. de 2009

Lux

et Ajoncs
Na esperança de um novo tempo, um novo vislumbre sobre a vida e nossa razão. Assim, estamos virtuosamente apressados e permanentemente expostos a nossa incerteza.
Os números são frios e nossa arrogância nos humilha em curtos trajetos. E quando nos lembramos de outra época. Uma simples leitura e voltam as perguntas...
O anseio popular-como ele é chamado nesses tempos- não existe! O anseio é tanto pelos ditos cultos, quanto pela chamada "massa".
Talvez, essa busca natural pelo elo que nos prende ao infinito, ou pelo simples fato de existirem forças naturais que nos superam. Indivíduos, que construíram e criaram incríveis ferramentas geniais no passado e presente.
Por aqui a intenção é curar a população de suas mazelas.
A humanidade vive num dilema sem sabor, a manipulação, também foi uma ferramenta muito desenvolvida e admirada pelos homens. Logo, restou, como uma certa desculpa, a lentidão para a revolta, daqueles que não concordam com essa maneira fria, calada de se abster do comentário ou de infrentamento. Questões vitais implicam nossas ações.

20 de jul. de 2009

Manual do Solitário



Ele nunca teve um dia dele, sempre buscou a janela da sala para desviar o olhar e os pensamentos ao ver o reflexo de seu olhar pelo vidro, mas teimava em não sentir o sol. O quanto de seu carisma era posto a prova e sua mente ali, repetindo perguntas por segundo na intensa velocidade de céu cérebro bombardeado por imagens, sons e estímulos simultâneos. Quando perguntado sobre as "little things" da vida, o sorriso o livrava de várias situações embaraçosas, falava sobre o cotidiano massacrante e as alegrias da família. O que realmente o preocupava era seu amigo, o do lado de fora do corpo. Programava, pensava e discutia todas ações possíveis e esse tal de "corpo", só aprontava, fazia sempre o inverso do discutido previamente. Apesar de lembrar-se, nas únicas vezes que alguma coisa havia terminado bem ou sem prejuízos, seu amigo ali dentro havia lhe dito algo. Lembrou-se de agradecer por um instante seu aliado tão perto e tão criticado e por muitas vezes seu único amigo e sempre mais próximo amigo...

29 de jun. de 2009

Cais do muro


Um dos lugares mais discutidos nos últimos tempos, com inúmeras propstas e projetos urbanos para ampliação e abertura ao público em geral, O Cais do Porto. É, simplesmente um dos lugares mais lindos de Porto Alegre, elogiado por todos turistas ou não. Pois, a população é separada dele e por consequência, do Guaíba. Quando se fala em derrubar o muro, levantam-se as vozes de 1941 da enchente que até hoje é o obstáculo abstrato que mantem o Cais de uma lado e nós os moradores de outro. Só chegamos perto quando há um evento como o Mix Bazar ou a Bienal, fora isso, vamos no máximo da zona sul ao Gazômetro.
Por isso escolhi essa foto, de lado, no sentido do muro, tente derrubá-lo e os ventos sem água trarão as vozes...