BIS: O Guaíba que se fez Tejo sob o Fado da Alma Lusitana


Há noites que não terminam quando a mú


sica para. Elas ecoam. A nossa experiência no Cisne Branco, ao som do fado da Alma Lusitana, foi um desses momentos de suspensão no tempo. No balanço das águas de Porto Alegre, vi o nosso Guaíba vestir-se de Tejo, e o que era saudade tornou-se celebração.

O outono, que tantas vezes chega com a melancolia do Zamba de Yupanqui, desta vez trouxe a força do fado. E entre um acorde e outro, a alma escreveu:

O outono chegou sem o Zamba do Yupanqui Chegou com Fados felizes da Alma Lusitana Nos levou ao Guaíba/Tejo As luzes corriam nas águas calmas

Fui-me dando conta que aquelas águas Subiram demais ano passado E agora estão como crianças dormindo.

Pausa na tormenta Pausa no calor Escaldados todos Pés descalços nos trilhos O Cais embarca as almas Que dançam no balanço Do Cisne Branco


 

A Redenção pelas Águas É impossível navegar estas águas sem lembrar que elas "subiram demais". Mas a arte tem esse poder de cura. Ver o Guaíba sereno, como uma "criança dormindo", enquanto dançávamos de pés descalços com Portugal a explodir no peito, foi a pausa que todos precisávamos.

Uma noite apaixonante e mágica, onde o cais não foi apenas um ponto de partida, mas um portal para a nossa própria história.

Agur, e que o balanço continue.



Luas de outubro luas de outono, onde chegamos em

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