O SABOR PELO SEM GOSTO
SEMPRE CHAMEI OS NORTE AMERICANOS DE ALIENADOS DE CULTUAR FRIVOLIDADES E DE NÃO SE IMPORTAR E NÃO SE INTERESSAR POR OUTROS POVOS E CULTURAS.
PENSAVA QUE POR SE TRATAR DA MAIOR POTÊNCIA ECONÔMICA E BÉLICA, PODERIAM TOMAR CERVEJA E JOGAR BOLICHE PELO RESTO DOS TEMPOS, NADA COMO UMA CRISE PARA A MISÉRIA GANHAR DA POBREZA A INCUMBÊNCIA DO REALISMO FORÇADO E DESESPERADO PARA QUEM ESTAVA ACOSTUMADO A VIVER NA COMODIDADE DO CONFORTO DA BOLHA.
HOJE O BRASIL VIVE O COMEÇO DA BOLHA QUANDO O SABÃO ESTÁ DENSO E SÓ AS CORES DO REFLEXO DO SOL APARECE, NÃO VIA O BRASILEIRO COMO ALIENADO, TIRANDO O FUTEBOL, O CARNAVAL E A INÉRCIA DE ATITUDE COM A CLASSE POLÍTICA, NA MÉDIA ATÉ QUE AS NOVELAS NÃO HAVIAM DESTRUÍDO TOTALMENTE NOSSA MASSA CINZENTA. MAS COMO VIVEMOS NA PROPAGANDA DO DESENVOLVIMENTO ÀS CUSTAS DE IMPOSTOS E CRÉDITOS CONSIGNADOS, CAÍMOS NO ABISMO DOS EMERGENTES, DO GOSTO PELO SEM SABOR, COMPRAR GASTAR E COMPRAR MAIS.
ESPERAMOS PELA SEXTA-FEIRA, PELO FIM DO MÊS E PELAS FÉRIAS.
VÁRIOS LIVROS E TEORIAS ACREDITAVAM QUE AS MÁQUINAS IRIAM ANIQUILAR A RAÇA HUMANA, PRIMEIRO AJUDARIA DANDO TEMPO PARA O NOSSO DESCANSO NOSSO ÓCIO CRIATIVO, DEPOIS MUDOU PARA O DESEMPREGO EM MASSA E AGORA SABEMOS QUE A MÁQUINA GANHOU. A ÚLTIMA CHANCE DO HOMEM ESCAPAR DA DOENTIA LUTA PELO PODER E MANIPULAÇÃO DA MÍDIA COM A INTERNET, CAIU POR TERRA E A TELEVISÃO ENTROU NO LINK E OS SATÉLITES ESTÃO EM TODOS OS CANTOS E FRESTAS PARA DIVULGAR O EXCESSO DE TUDO, A NOTÍCIA PRECISA DE PROPAGANDA E TUDO SE CONFUNDE. ESTRAGAMOS OUTRA VEZ, MANIPULAMOS A REDE CAÍMOS NA MALHA DO GOSTO PELO SEM SABOR, NOS TORNAMOS RIDÍCULOS...E SÓ.
POBRES DOS ANIMAIS QUE DOMESTICAMOS.
21 de jan. de 2012
26 de dez. de 2011
2011 não acabou
De quantas chances a vida é feita?
Quantas escolhas nos restam,
quantas frases não lidas o sentido desfez ao esperar a leitura?
Perguntas recorrentes em tempos de cólera crises ou apenas o fim de mais um ano.
Filmes, fatos e fotos ludibriam os corações rochosos os espinhos maldosos que não perdoam a sombra e perfuram as pétalas desprotegidas já caídas no chão.
Aqui jazz minhas esperanças, aqui jazz meus sonhos.
Meu único império pede mais uma vida para soprar o vento de volta em um barco ancorado e perdido. Os ventos chegaram de todos os lados, a direção ficou sem leme as velas sem mastro e o que restou foi a cor do mar refletindo meus espelhos cegos e meus copos no chão. Corpo que calo inerte, mas que pulsa mais que um vulcão no último suspiro na avalanche que a vida faz quando teima em renascer.
Quantas escolhas nos restam,
quantas frases não lidas o sentido desfez ao esperar a leitura?
Perguntas recorrentes em tempos de cólera crises ou apenas o fim de mais um ano.
Filmes, fatos e fotos ludibriam os corações rochosos os espinhos maldosos que não perdoam a sombra e perfuram as pétalas desprotegidas já caídas no chão.
Aqui jazz minhas esperanças, aqui jazz meus sonhos.
Meu único império pede mais uma vida para soprar o vento de volta em um barco ancorado e perdido. Os ventos chegaram de todos os lados, a direção ficou sem leme as velas sem mastro e o que restou foi a cor do mar refletindo meus espelhos cegos e meus copos no chão. Corpo que calo inerte, mas que pulsa mais que um vulcão no último suspiro na avalanche que a vida faz quando teima em renascer.
22 de nov. de 2011
Click
É impressionante como uma imagem, uma foto ou um quadro, pode nos desestabilizar, digamos assim.
O autor não faz ideia do que provoca, as vezes ficamos nus, melancólicos ou felizes diante de uma foto. Podemos rever decisões, voltar ao passado, ou simplesmente ficarmos ali parado diante da nossa consciência nos cobrando algo que gostaríamos de esquecer, mas ali, naquele momento se tornou impossível e talvez para sempre o seja. Ocasião muito estranha, que ao observar profundamente a imagem percebemos que a primeira vista houve a distorção da realidade pelo impacto primário da observação, e analisando a fundo, a aparente alegria é transformada em mágoa e os olhos estão cheios de lágrimas e turvos e o sorriso é derrubado pelo fundo dos olhos. Como podem estar juntos passado e presente na mesma foto tendo a única conexão entre eles o espectador? O que deixa ainda mais forte a imagem e suas interpretações. Mas como diz o brasileiro, primeiro vem o samba depois o Carnaval. Primeiro vem a poesia depois a música, primeiro vem a dor depois o blues. Coisas do coração que te prova que a Razão era dele.
A vida é cheia de improváveis provas, mas nenhuma irreprovável.
Iguana
Assinar:
Comentários (Atom)