Bronze

Era uma vez um lindo sino de bronze com lindos adornos feitos à mão, delicados detalhes no mostro de mais de uma tonelada. Por séculos dele se espera o soar, o aviso de cada ocaso e alvorada, todos o aguardavam dos ansiosos por cumprir sua rotina de arrependimentos, segredos e penitências. Aos pássaros a espera das crescentes ondas sonoras à sua revoada. Independe o clima o seu lugar sem sombra, seu brilho marcado pela intempérie é ofuscado apenas pelas asas das nuvens pesadas que descarregam todas as dores e carregam as esperanças de que o vento nunca o faça tocar. Apenas a mão do homem, que um dia pelo silêncio exterior não aguentou o tinir de seus pensamentos e puxou a corda que fez o sino ecoar de surpresa o som dos apressados... Inesperado advento, o dia, a noite, o desespero por um silêncio nesse momento.

Comentários

Apoiadores

Gostou desta crônica? Considere apoiar fazendo um pix Cel 51989332043

Bagagem do Mestre

🎒

Seleção estratégica para suas voltas e idas.

Postagens mais visitadas