25 de abr. de 2026

Trilogia do trabalho - Parte 3

​Do Porão ao Jurídico: Como a Atitude Operacional Reduziu Prejuízos Milionários

​Muitas vezes, a carreira nos coloca em lugares que não planejamos. No meu caso, o contraste foi imediato: eu vestia o uniforme branco impecável de um cadete, mas o meu destino era o porão de bagagens da Gol Linhas Aéreas. Foi ali, entre o barulho das turbinas e o caos das esteiras, que recebi minha maior lição de gestão.

​Para encerrar nossa série especial da Semana do Trabalho, quero compartilhar como a vivência na base moldou minha visão estratégica para o mundo corporativo e jurídico.

O Choque da Realidade

Entrar num ambiente onde o prejuízo era a norma e a equipe estava desmotivada por uma liderança autoritária foi um desafio de humildade. Eu poderia ter me limitado a cumprir o horário e manter o uniforme limpo. Mas decidi entender o porquê das falhas. O erro não estava nas mãos que carregavam as malas, mas na falta de conexão entre a estratégia e a execução.

A Liderança que Vem do Café (ou da Pizza)

A mudança real aconteceu quando parei de olhar para os processos e comecei a olhar para as pessoas. Ao entender a realidade daqueles colaboradores — onde moravam, o que enfrentavam no dia a dia — consegui estabelecer uma relação de confiança que nenhuma ordem hierárquica conseguiria impor.

​O resultado foi matemático: saímos de um cenário de caos para uma operação de alta precisão. Essa mesma lógica apliquei anos depois na Cardoso e Correa Advogados Associados. Seja num pátio de aeronaves ou num escritório jurídico, os princípios são os mesmos: entender o terreno, ganhar a confiança da equipe e focar na solução, não no culpado.

​Conclusão da Série

Nesta Semana do Trabalho, o meu convite é para que você não subestime nenhuma etapa da sua jornada. O "porão" de hoje pode ser a base da sua diretoria de amanhã. A excelência não depende do cargo, mas da atitude que você decide ter diante dos problemas.

​Leituras para Liderar com Inteligência:

​Para fechar as indicações da semana, selecionei obras que falam sobre resiliência e a arte de lidar com pessoas em ambientes complexos:

​"Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas" (Dale Carnegie): O guia definitivo para quem entende que o sucesso depende das relações humanas.

​"O Monge e o Executivo" (James C. Hunter): Uma lição inesquecível sobre a verdadeira essência da liderança: o serviço.

​"Extremo Compromisso" (Jocko Willink): Escrito por um ex-Seal da Marinha Americana, mostra como assumir a responsabilidade total pelos resultados transforma qualquer equipe.

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Trilogia do Trabalho - Parte 2

O Fim da Demonização do Lucro: Por que Você Deve Querer que a Empresa Ganhe Mais

​Existe um pensamento comum, quase cultural, de que o lucro do patrão é o prejuízo do empregado. "Se eu trabalhar demais, só ele ganha", dizem alguns. Mas, após anos transitando entre a operação logística da Gol e os bastidores de grandes escritórios como a Cardoso e Correa, percebi que essa é a armadilha que mais trava carreiras promissoras.

​Nesta Semana do Trabalho, precisamos falar sobre a real política do ganha-ganha.

​A Matemática da Ascensão

Quando eu estava no pátio de manobras, ou mais tarde lidando com processos jurídicos, a minha provocação aos colegas era sempre a mesma: se a empresa não lucra, ela não tem oxigênio. Sem oxigênio, não há investimento, não há bônus e, principalmente, não há margem para você negociar o seu crescimento.

​Ao reduzir um prejuízo operacional de R$ 110 mil por turno, eu não estava apenas "ajudando o patrão". Eu estava criando um lastro financeiro. Quando você apresenta resultados que economizam milhões ou otimizam processos críticos, você deixa de ser um custo na planilha para se tornar um ativo indispensável.

​O Subsídio Técnico como Poder

Ter "visão de dono" não é vestir a camisola da empresa de forma romântica; é entender de números para ter subsídio técnico nas suas negociações. Se você sabe exatamente quanto valor gera para o negócio, a conversa sobre o seu aumento ou a sua promoção muda de patamar. Você não pede um favor; você apresenta um argumento de negócio.

​O lucro não deve ser demonizado. Ele deve ser entendido como o combustível que permite que a estrutura cresça — e você deve garantir que está no banco da frente dessa jornada, conduzindo os resultados.

​Leituras Essenciais para Mudar sua Mentalidade:

​Para quem quer entender como os grandes players pensam e como gerir a própria carreira como um negócio, aqui estão três recomendações de peso:

​"Pai Rico, Pai Pobre" (Robert Kiyosaki): O clássico que quebra paradigmas sobre como lidamos com o dinheiro e o trabalho.

​"Mindset: A Nova Psicologia do Sucesso" (Carol S. Dweck): Fundamental para entender a diferença entre quem estagna e quem evolui através do esforço inteligente.

"Trabalhe 4 Horas por Semana" (Tim Ferriss): Uma aula sobre produtividade e como focar no que realmente gera resultado (a regra 80/20).

Parte 3 aqui! https://contopraviagem.blogspot.com/2026/04/trilogia-do-trabalho-parte-3.html

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