O dia em que rasguei o roteiro para encontrar minhas raízes
De Lisboa a Paris: o que os trilhos me ensinaram sobre controle e liberdade.
Eu sempre fui um homem de planos. Meses antes da minha primeira viagem internacional, eu já havia traçado cada linha, cada conexão, cada horário. O roteiro era uma obra de engenharia, quase um DRE da alma: entradas, saídas e resultados esperados. Mas a vida, assim como a boa música, guarda os melhores acordes para o improviso.
Cheguei a Lisboa e a cidade me deu um "xeque-mate". O roteiro dizia "vá para lá", mas as ruas me puxavam para "cá". Foi ali que tomei a decisão mais arriscada e libertadora da viagem: rasguei parte do roteiro. Decidi que não seria um turista cumprindo tabela; eu seria um viajante em busca de sentido.
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Troquei o planejamento rígido pela janela de um trem. Deixei a estação de Lisboa Santa Apolónia rumo ao TGV que cruzaria a Espanha. Entre o conforto das poltronas coloridas e a velocidade do trilho, eu via o mundo passar e entendia que o destino era apenas um detalhe.
Mas antes da Cidade Luz, o coração pediu uma parada estratégica: Bayonne.
Ali, o cronograma deu lugar à ancestralidade. Eu não estava mais em um ponto turístico; eu estava no território dos meus antepassados bascos. Em um bar no centro da cidade, a barreira da língua caiu diante das cordas de uma guitarra. Toquei com os músicos locais, como se estivéssemos ensaiando a vida inteira. Jantamos na pizzaria Monalisa, à beira do canal, com um vinho que tinha gosto de pertencimento.
Quando finalmente cheguei a Paris, eu já não era o mesmo que saiu de Porto Alegre. Caminhei 15km por dia pela "cidade luz", realizado, não porque segui o plano original, mas porque tive a coragem de mudá-lo no meio do caminho.
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A lição? O planejamento te leva até a fronteira, mas é a intuição que te faz atravessar.
Nenhum trem cruza a Europa em silêncio. Para mim, cada quilômetro entre Lisboa e Paris tinha um acorde. Na minha bagagem, levei uma seleção que vai de clássicos como Dire Straits e Pink Floyd à melancolia necessária de Vitor Ramil.
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