Robôs em Ação, não Roubos: Crônicas de um Brasil de Bastidores
Dizem que quem viaja muito ouve de tudo, mas quem viaja a trabalho — especialmente nos corredores jurídicos e políticos — ouve o que até o "Homem de Ferro" duvidaria. Enquanto recupero as forças da cirurgia, folheei uma revista de editorial "curioso" que me destravou memórias que fariam qualquer delação premiada parecer história de ninar.
A Tabela do Poder (since 2009)
Lembrei de uma carona, na volta de uma audiência no DF, com o marido de uma juíza. Entre um quilômetro e outro, a confidência: na época, um "pedido de vista" no STF tinha preço de apartamento de luxo, e uma audiência com Ministro não saía por menos que o valor de um carro importado. Valores que, se corrigidos hoje, fariam o PIB de muito município passar vergonha.
O Seguro Morreu de Velho (e o Empreiteiro Ficou Rico)
A capa da revista me levou a outra paragem: Maceió. Lá, conheci dois sujeitos simpaticíssimos. Um era o mestre do marketing; sua estratégia era infalível: financiava os dois líderes das pesquisas. O outro, seu fiel escudeiro e dono de empreiteira, garantia a obra não importava quem vencesse. Era o "ganha-ganha" perfeito, onde a única variável era o nome no diário oficial.
O Diário de Bordo anota:
Isso tudo foi há muito tempo. Hoje, quero acreditar que a tecnologia dos Tribunais de Contas e da Receita Federal evoluiu para outro patamar. Estamos na era da inteligência artificial, dos algoritmos e da transparência digital.
Como eu gosto de dizer: hoje temos robôs em ação, não roubos. Ou, pelo menos, é o que a gente espera enquanto toma um café e observa o movimento das engrenagens do poder.
Afinal, se ninguém é de ferro, que ao menos o sistema seja de silício e ética.

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