Onde o Tempo Para e a Alma se Recupera: Um Domingo na Picada Verão
Há destinos que visitamos para conhecer, e outros que visitamos para nos reencontrar. Recentemente, peguei a estrada rumo à Picada Verão, em Sapiranga — lugar que muitos ainda guardam na memória como o antigo Sítio da Família Lima.
O motivo principal era acompanhar a Sofia e a invernada do GAG Piazitos do Sul. Mas, para mim, essa jornada tinha um componente extra: eu estava em plena recuperação de uma cirurgia na coluna. O plano era apenas observar, ficar na sombra e garantir o sossego necessário para a cicatrização.
Mas quem disse que o coração resiste ao som da água correndo e ao verde da mata?
Ao chegar e deparar-me com as quedas d'água e aquele visual revigorante, a coluna ficou em segundo plano diante da paz que o lugar transmite. A Picada Verão é um daqueles refúgios completos: tem o frescor das cascatas, a estrutura das churrasqueiras que convidam para um assado em família e quadras de desporto onde a gurizada gasta a energia.
Ver os "Piazitos do Sul" em meio àquela natureza é entender que a tradição floresce melhor quando tem espaço para correr e água limpa para lavar a alma.
Mesmo com os movimentos limitados, não resisti e aproveitei cada minuto. O visual das quedas d'água foi um santo remédio. Saí de lá com a certeza de que, às vezes, a melhor fisioterapia é um domingo de sol, o sorriso da família e o barulho de uma cascata.
Se procura um lugar onde a estrutura encontra a natureza de forma harmoniosa, a Picada Verão precisa de estar no seu roteiro. É, sem dúvida, um lugar para levar a família e esquecer, por algumas horas, de qualquer "lide" da vida urbana.
A leitura tem lugar aqui. O descanso também.

.jpeg)
.jpeg)
Comentários
Postar um comentário